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31 março 2010

Gente que saudade!!


Meu deus! Olha essa minha roupa de "bióloga"! Nesse dia eu falei pra galera que tava pronta pra cortar cana! hauahuaha


Isso não quer dizer que eu larguei meu Blog, ainda estou aqui.
A minha ausência por aqui é que eu comecei o meu segundo experimento, eu não falei ainda pra vocês?




Pois é, eu sou bolsista do Cnpq pela Unifap, faço um estudo de ocorrência de Parasitóides de Dípteros na entomologia Forense, comecei a bolsa no ano passado em Setembro e termino esse ano em Setembro, o meu estudo é voltado para a biologia, taxonomia e sua ocorrência em cada fase de decomposição,  aqui em Macapá quase não tem um estudo voltado a esse indivíduo, por isso escolhi trabalhar com eles porque está sendo desafiante e maravilhoso. Minha equipe faz coleta diariamente desde dia 9 de março, até nos dias de sábado e domingo e fico acabada e ainda estamos fazendo coleta!! Depois disso temos que fazer as triagens dos indivíduos por ordem, fora isso tem que estudar, pesquisar e não para por ai!

Então eu acabo colocando o meu Blog em segundo lugar, afinal, esse é meu último ano como universitária e no fim de ano apresento TCC e minha defesa da conclusão da bolsa do CNPQ. Tenho aqueles frios na barriga, mas prefiro não pensar muito, vou continuar levando e fazendo o que tenho que fazer! 

É isso gente, é difícil fazer as duas coisas, porque quero que as duas coisas saiam muito bem e tenho medo de postar muito rápido no Blog pra não sair todo "torto" entendem?? hehehe Obrigada pela paciência!!
Aqui vai uma foto de um Parasitóide para vocês!


ENFIM:
FELIZ PÁSCOA E BOM FERIADÃO, APROVEITEM! 


Relembrando e tentando voltar ao Ritmo!

Estou aqui vendo qual história conto a vocês da minha vida!

Pensando.....





Ah! Me lembrei!

Um dia desse eu estava conversando com a mamãe depois que a novela viver a vida tinha acabado de passar aqueles depoimentos reais da luta das pessoas pra viver e nesse dia estava uma mãe falando sobre a filha dela que tinha paralisia cerebral e ela lutou para que sua filha fosse aceita na escola normal, ela disse que a escola não queria aceitar mas ela insistiu até que aceitaram a sua filha

Minha mãe comentou que ela nunca insistiu nas escolas que não me queria, ela ficava péssima, como se fosse o fim do mundo, os funcionários inventando desculpas que não tinha vaga para mim, ela simplesmente ia atrás de outra escola. Foram três escolas que não me aceitaram, posso falar os nomes? Vou dizer porque isso é passado: Sesi, Santa Mônica e o trem da Alegria que hoje é chamada de moderno, inclusive, eu estudei no moderno no segundo e terceiro ano, minha mãe foi me contar só depois que na primeira fez que ela foi atrás eles não me aceitaram, hiiiii.

A única que me aceitou de primeira sem questionar foi o Cedap, na qual estudei até o primeiro ano.

Uma vez, quando estava na primeira série, na hora do recreio tinha duas meninas da terceira série que não iam com minha cara, não sei por que, mas sem querer me gabar, acho que eu era linda demais pra elas, uma menina loirinha, branquinha e tudo mais rsrsrsrsrs!

Um dia eu tava brincando e um delas veio na minha direção, vocês acreditam que eu lembro o nome dela?? E acreditam que era Gabriela também???? Que coisa eu hein!!

Ela veio na minha direção e ficou na minha frente, ela me disse que eu era loira burra e me deu um tapa na cara! Sério, levei um tapa na cara de uma menina que mal conhecia com apenas 8 anos de idade! Eu não fiz nada e nem me lembro de ter chorado, mas resolvi contar para minha professora.

Me lembro que fiquei pensando como eu ia me vingar dessa garota....

E um dia, foi na hora da saída, eu fui atrás dela e dei um puxão no cabelo dela pra trás, olha a minha covardia: ela estava de costas para mim e foi pega de surpresa rsrsrsrsrsrsrsrs!

Não me lembro se foi antes do puxão de cabelo ou depois que minha professora me pediu para ir à sala dela e mostrar quem tinha me dado um tapa, mas eu me vinguei isso sim, oh menina invejosa! Hauhauhauhua

Em 2009 eu vi essa menina na Unifap passando no meu lado, ela tinha acabado de entrar na Unifap esse ano enquanto eu já estava desde 2007, e olha que ela na época do infeliz incidente ela estava na terceira série e eu na primeira série...

08 março 2010

Mulher em Destaque

No meu caderno de alfabetização tinha uma foto da Mamãe, que lindo né? heheh


Um exemplo de mulher que deve ser seguido é: Minha Mãe.

Tal mulher passou por todas as adversidades e maiores barreiras.

Lutou pelo melhor de suas filhas.

Acima de tudo, nunca perdeu a esperança ao saber que uma de suas filhas ficou surda.

A primeira coisa que ela pensou foi:

Minha filha vai ter um futuro bom e uma vida perfeitamente normal.

Claro que veio aquele momento de desespero, afinal, mulher é dotada de emoções.

Mas depois veio um sentimento fortalecedor que foi: acreditar, dá amor, atenção, honestidade, generosidade e humildade e saber enfrentar as dificuldades da vida.

Tudo que sou hoje é graças a minha Mãe.

Uma mulher que sempre pensa em unidade, que mostra um pulso de  solidariedade, que exclui o egoísmo, a traição, a mentira do caminho dela.

Que pensa por todos, que o mundo não gira ao redor de nosso umbigo, que tudo que fizemos influencia, cedo ou tarde, na vida de outrem.

Por apresentar essa garra muito forte, passam a confundi-la como uma mulher autoritária e tradicional, mas na verdade é a mensagem de uma mulher verdadeira, que procura que suas filhas tenham caráter e princípios, respeito ao próximo e a si mesmo, e essa atitude pra ela, nunca foi de tempos antigos, é essência do ser humano e utilizo minhas palavras: está na fita do nosso DNA.

Graças a ela, que me ensinou que sendo surda, não significa que sou incapaz e excluída, apenas tenho que me esforçar mais que o necessário até minha vida se estabilizar, que tenho que lutar pela minha vida, minhas conquistas e acima de tudo ser uma pessoa melhor.

Tenho até quase os mesmos defeitos dela quando ela era jovem, hoje ela amadureceu, é claro,e eu ainda estou na jornada de me tornar um dia uma grande mulher.

E espero sinceramente, ser a mulher que minha Mãe é, e com mais um pouco de mim mesma.

A ambição é o puro senso de dever pois a si só não produz frutos realmente importantes para a pessoa humana, pelo contrario os frutos verdadeiros derivam do amor e da dedicação para com as pessoas e as coisas.


Feliz dia das Mulheres!

26 fevereiro 2010

Coisas Inexplicavelmente irritantes.

Sabe aquela sensação de como você é tratado por aqueles de uma forma totalmente irritante e até inexplicável.

Quando alguém me vê pela primeira vez, eles pensam que eu sou ingênua, coitadinha, boazinha, educadinha, delicadazinha... Não se enganem!

Eu sou capaz sim, na cara de pau de fazer tudo isso acima só pra enganar, mas sinceramente, não consigo! É perda de tempo e experiência!

Uma coisa que me deixa p.. da vida é quando alguém chega comigo falando em linguagem de sinais e começam a falar meio que rasgando a boca pra mim, pelo amor de Deus também não é assim não...

É quando uma pessoa chega comigo e começa a me tratar como se eu fosse uma criança de 2 anos, dá vontade de dizer bem alto e estupidamente claro: Alôooooo! Tenho 22 anos! Tenho um corpo são e mente sã!!!

E teve até gente que me perguntou: mas você pode dirigir? Mas como?? Imaginem a minha cara....

E outra, é muito difícil, mas muito difícil alguém querer me fazer mal, porque eles tem pena, pois já sofri demais na vida, que nada!! Ainda tenho muito que viver hauahuahua. Não to brincando, as coisas ruins que aconteceram comigo foi quando eu estava na primeira série, umas meninas não foram com a minha cara. 
Depois conto essa historia. As pessoas que mais brigam comigo, como sempre, é minha família e meus grandes amigos e meu namorado, eles não tem papa na língua comigo não hein! Falam o que tem que falar quando estou errada e eu também perco a cabeça com eles! Tem que ser assim! E eu também erro muito com as pessoas e às vezes é bem feio.

Uma vez minha mãe foi num mercado pertinho da minha casa, e chegando ao caixa a dona do local perguntou: eu vi sua filha com o namorado dela, ele também é surdo?

O QUÊ?? PAUSA AIIIIII!

Que isso minha querida, minha mãe levou um susto e disse: não senhora, ele escuta muito bem! Ah! Se eu tivesse lá, mas eu não faço nada huahauhaua.

E tem outra, não vou dizer quem é, mas se ela ler isso com certeza vai se identificar: eu sempre vou, às vezes, na casa dela junto com a mamãe, e ela me perturba falando que tem um pastor  que vai me fazer voltar a ouvir, porque ele já fez várias pessoas voltarem a ouvir que é pra mim ir lá rezar e orar, que vai me fazer voltar a ouvir! Já repeti que ele vai me fazer voltar a ouvir se eu for lá?

Desculpe se ofendi alguém que acredita nisso, mas pra mim milagre só quem faz é Deus, não dessa forma material, não existe milagre material, só exclusivamente espiritual. Ela fala pra mim como se eu sofresse absurdamente por ser surda, que chega a ser uma ofensa.

Mais respeito pelos surdos oralizados,  é pra isso que existe a INFORMAÇÃO, por isso meu objetivo do Blog é esse, informar e esclarecer pra acabar com os estereótipos acerca de nós.

Cabra Cega




Uma vez resolvi brincar de Cabra cega! RS

Nessa época eu morava em Macapá, mas sempre ia aos feriados, fins de semana passar um tempo em Porto Grande na minha casa que era de alvenaria, mas ainda não era pintada.

E sempre ia toda a família, inclusive meus primos, na faixa de etária de 4 a 14 anos.

E num dias desses resolvemos brincar de Cabra cega!

E começamos a nos organizar e foi:

Minha prima Rafaela foi mãe..menos eu
Meu primo Marcel foi mãe..menos eu
Minha irmã foi mãe..menos eu
Minha prima Maíra foi mãe..menos eu!!

Isso porque ninguém conseguia me pegar! Hauahua

E esses primos começaras a reclamar que eu ainda não tinha sido mãe! E falaram que era a minha vez!

E eu na boa, falei que ia ser! Ai lá foi, pegaram um pano e colocaram nos meus olhos e amarraram bem forte!

E meu rodaram, rodaram e rodaram e eu comecei a contar: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8......

Peeeennsa e Imagiiiigem!

Eu tava surda e cega nesse dia, mas isso nem passo pela minha cabeça, eu me sentia perfeitamente normal 
nesse dia! E os meus primos também, acharam aquilo uma coisa como outra qualquer! Graças a Deus né??

Depois de contar comecei a procurar cegamente, e nada! Procurava e nada, por todo o canto infinitamente e nada! E os desgraçados ficavam me dando umas cutucadas!!

Mas continuava a minha caçada pela minha casa com as mãos que nem uma múmia (sabem né?) Mas nada! 
Até que fui andando e andando e resolvi virar........................................................................ Dei uma cabeçada na parede de casa, e toquei minha cabeça e fui olhar e tava só sangue!! Pronto, bem feito pros meus primos e resolveram chamar o papai e a mamãe! Hauahuahua

E eles tiraram o pano e me levaram pro pronto socorro, e eu nadinha de chorar, e fui lá na boa e levei três pontos! Hauahuahua

É eu não tinha equilíbrio ainda, e os meus olhos servem até hoje pra me manter em equilíbrio! Pensem, eu criancinha sem escutar nada e ver nada nessa brincadeira de boa vontade que meus primos me colocaram! Hauahuahua

13 fevereiro 2010

Falando em Balé



É gente, aqui eu de novo em Pleno Carnaval, amo Carnaval, se eu pudesse eu dava um giro por Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Olinda e qualquer cidade de puro carnaval!

Como eu disse, amo dançar desde pequenina.

Mas minha paixão mesmo por dança começou quando eu tinha 11 anos.

Na minha escola Cei começava uma nova aula, e a aula era de dança de todo o tipo, e foi uma galera nessa onda, só meninas, é claro.

Minha professora se chamava de Lívia, era gente fina só, e começou a dar aula básica de balé pra gente e eu adorei, não faltava em nenhuma aula!!

Fui dançando e dançando e pegando o jeito e um dia a professora disse que tinha um teste para ganhar bolsa num estúdio de Balé da irmã dela que se chamava de Rose, e o nome do estúdio era Studio Rose.

Todas as minhas amigas se inscreveram e, inclusive eu, é claro. Não demorou muito para sermos chamadas para fazermos o teste. Passou um tempo e chegou a hora do teste e era assim: tínhamos que fazer os passos básicos do balé que aprendemos com a professora Lívia e tínhamos que dançar um pouco também.

Eu fiz lá a minha parte! Fui dançando o que tinha aprendido, fui dando uma enrolada lá pra agradar a coreógrafa Rose! RSRSRSRS

Nessa fez demoro pra sair o resultado! E era a professora Lívia que ficou responsável para a divulgação final! Adivinha? Eu entreiiii!! Eu e mais 3 amigas minhas!

Eu fiquei tão feliz, nem imagina, meu sonho era dançar Balé.

Eu me esforcei muito nesse estúdio, sempre fui chamada pra fazer parte das apresentações, no total eu já fiz várias, acho que mais de 20 apresentações, contando com as apresentações que a professora Lívia me chamava para fazer nas comemorações de datas especiais da Escola, foram tantas que perdi a conta.

De tanto que eu me esforçava no Studio Rose, eu fui logo aceita pra fazer parte da Companhia Principal do Balé, ou seja, aumentei de nível, pois já podia fazer o uso da sapatilha de Ponta e dançar com os melhores dançarinos do Studio Rose. Participei de duas apresentações de Balé Clássico chamado de Flocos de Neve e o Balé clássico famoso chamado Gisele, e participei de um balé contemporâneo bem organizado pela coreógrafa Rose chamada de a Lenda do Boto, essa dança foi uma tanto cansativa, nós ensaiávamos na lama do Rio Amazonas todos os dias! E nossa apresentação foi linda, aquela coreografia bem fogosa na lama! E fiz mais outras danças por ai, não to bem lembrada.

Eu era considera uma das melhores, vou dizer aqui o que me diziam na época: você tem um charme na dança, uma simpatia e facilidade de fazer um giro mesmo não escutando nada. Isso mesmo eu era a única bailarina surda no Studio e fui bem aceita graças a minha força de vontade em querer dançar e o fato de eu ter um problema no equilíbrio, mas eu fazia de tudo pra não perder o equilíbrio.

Na escola eu era conhecida como a bailarina, porque eu fazia todas as apresentações, e sempre participava do desfile de miss caipira e ganhava todos hushuhauhauha, inclusive, ganhei o último título de miss caipira simpatia na minha universidade huahauhua!

Eu coreografei na escola as minhas próprias danças, e escolhia minhas próprias músicas. O meu método era assim: eu colocava o som e sentia a vibração e começava a contar até começar a música, e depois ia pra área pra começar a dançar, então eu começava a dançar através da contagem que senti na vibração que a música tinha começado a tocar a fundo (vocês entenderam ? hauhauhua, to tentando explicar aqui!).

 Eu queria fazer a risca, queria dançar de acordo com a música mesmo não ouvindo as pausas e ritmos nitidamente, por isso o aparelho auditivo sempre me ajudou muito nisso, tinha alguns sons que eu conseguia escutar, mas eu tinha que ficar um tempão ouvindo atéee entender. Era difícil, porque eu repetia isso umas milésimas vezes até ficar perfeito tanto na dança e seguindo a música. Isso mesmo era dançar no silencio, porque era tudo contagem, voltava a sentir o som e contava quando tempo levava depois dançava contanto na cabeça, era mais ou menos assim.

 Minha irmã sempre me ajudou nisso, ela me dava um sinal quando a música começava, ai eu contava até a música começar a tocar a letra e ia contanto tudinho na cabeça até a música e a dança acabar.

Esse método eu só utilizava quando fazia apresentação individual, eu sempre quis dançar sozinha ahauhaua. Antes de entrar no palco, a professora Lívia sempre ficava atrás de mim pra me da um cutucão no momento que a música começava e o resto do trabalho era tudo comigo!!

Nas danças coletivas era mais fácil, porque ficar olhando os outros fazendo acaba ficando perfeito, e reparar no ritmo que o corpo se movimenta é como escutar a música.

Sabem aquelas pessoas que não tem muito jeito pra dançar, ficam dançando fora do ritmo? Pois éee, é um perigo pra mim, se eu tiver sem aparelho e nem sentir vibração alguma vou jurar que é daquele jeito que se dança hauhauhauhau!

É isso gente, dançar é vida e magia! Passei 4 anos no Studio mas eu larguei porque queria novos horizontes!



09 fevereiro 2010

Alunas surdas aprendem a dançar pelas vibrações do som no corpo As oito meninas do grupo do Ballet da Cidade têm entre 13 e 64 anos

Navegando pela net e encontrei essa matéria! Confiram!Silvana de Castro | silvana.castro@zerohora.com.br
Dançar sem música pode parecer impossível para qualquer pé-de-valsa. Mas para alunas de um balé de São Luiz Gonzaga, nas Missões, o som é secundário. Surdas, elas dançam no silêncio.

As oito meninas e mulheres desse grupo do Ballet da Cidade têm entre 13 e 64 anos. Há três anos, sentem o ritmo pela vibração das ondas sonoras no tablado e no corpo durante as aulas. Para levar a dança para a vida das alunas, a bailarina e coordenadora do grupo, Lisia Di Primio, explora a percepção e a observação aguçadas dos surdos.

— Fizemos exercícios para elas perceberem os ritmos. Elas sentem os batimentos cardíacos, ficam descalças para notar a vibração no chão. Elas sentem a música — conta a professora, voluntária no projeto.

Olhar os movimentos da professora é um dos trunfos para aprender:

— Antes, eu dançava em baile. Olhava como os outros estavam fazendo e sentia a vibração no corpo — conta Cíntia Marques da Cruz, 15 anos, confessando que desde que as aulas começaram nutre dois sonhos: aprender a dançar balé e desfilar como modelo.

A comunicação entre elas e Lisia é intermediada pela professora das classes especiais Ilsa Dubal de Souza, que repassa às meninas as instruções da coreógrafa a cada ensaio. Nas primeiras coreografias do grupo, as alunas aprenderam o balé moderno, com músicas propositadamente bem marcadas. Agora, o desafio de Lisia é ensinar o balé clássico, com ritmos menos vibrantes.
Entrando no ritmo
Os surdos podem sentir os sons das músicas. Com as vibrações da ondas sonoras no corpo e no chão, percebem os ritmos e as pausas. Como desenvolveram a observação, captam rapidamente os movimentos da coreografia olhando o professor. Têm facilidade com a dança, pois utilizam a expressão corporal e facial para se comunicar.
 fonte ZERO HORA

Música, Música e música.



Eu sempre amei dançar, já dançava desde meu 2 aninhos, na batida da musica da Angêlica e Xuxa, era fã delas.

Na festa da moranguinho no aniversário da minha irmã em Barbacena (MG) estava tocando uma música, lembro que eu dançava com aquela vontade toda de criança inocente (vocês sabem como é né? Criança tem uma dança sem noção hauhaua)
.
Mesmo depois que fiquei surda, eu só conseguia sentir a vibração, mas para mim, parece que eu estava escutando, eu nunca, em nenhum momento, deixei de amar a música, mesmo quando a ficha caiu ao descobrir que eu realmente era surda.

Eu sempre toco a minha mão em qualquer equipamento que emite sons, como rádio, televisão e por ai vai. E começo a sentir aquela batida, seja ela rock, metal, axé, valsa, pagode não importa, mas sempre coloco e consigo entender a música como ela é.

E quando compro DVDs, piratas especialmente (que vergonha né?), tem que ter legenda, nem adianta, música sem legenda e só com som pra mim não tem graça nenhuma. Não importa a língua da legenda, tem que ter! Coloco o DVD e coloco meu aparelho auditivo e coloco o volume bem alto e boto a legenda e fico lá cantando e fazendo aquelas mexidas no corpo de acordo com a música, e quando não estou com aparelho eu gosto de sentir a vibração que vem do chão, do sofá da sala hauhauha. É assim mesmo, o meu modo de captar a música é esse!

Minhas Músicas do Momento!

Beyoncé

Halo


Black Eyed Peas

I Gotta Feeling

Black Eyed Peas

Meet Me Halfway

Colbie Caillat

Fallin' For You

Katy Perry

Thinking Of You

Tem Muito mais! Mas nem to lembrada hahahahaha

04 fevereiro 2010

O despertador

Tem dias que eu pego o busão e sempre to com uma bolsa grandona, e passo na roleta e procuro uma cadeira e me acomodo.

E tem dias que entro e todo mundo fica me olhando e eu penso: será que sou gostosa demais? Feia demais? Um monstro? Ou sou sexy pra andar de ônibus? Hã hã?? Mas sim! Porque ta todo mundo me olhando hein!!? Meu aparelho auditivo chama tanta atenção assim??hã?? rsrsrs

Chego em casa e abro a bolsa e a primeira coisa que olho, sempre, é meu celular, e lá estava o celular com o despertador que tinha tocado várias vezes, meu despertador é programado pra tocar 10 minutos toda manhã, as vezes esqueço de desativar ele! Então era isso!! Rsrsrsrsrsrsrs

Era o barulho danado que ficava tocando no ônibus e eu nemmmmmm, tem dias que nem consigo sentir a vibração do celular! Ai eu penso: então era por isso que não paravam de me olhar, ele tocando e eu nemmmmm! rsrsrsrsrs

Desenho feito por mim!

27 janeiro 2010

O homem que jurava que estava ficando surdo.

Eu conto esse fato hilário da vida real pra todo mundo que um dia pode se transformar numa das piadas mais famosas do mundo!


Eu e minha amiga Raylene acabamos de sair da escola Moderno e fomos pra parada de ônibus. Ficamos lá um bocadinho de tempo e veio nosso ônibus. Nós sempre sentávamos atrás do ônibus, era mais divertido porque o ônibus balançava mais! Rsrsrs


Sentamos lá e começamos a conversar, como ela pego a mania comigo de fazer leitura labial, então a gente passava a maior parte do tempo falando mudo, mudo mesmo e não saia nenhum sonzinho sequer
.
Ficamos um tempão falando assim, horas e horas conversando, e conversa aqui e ali, sobre meninos, escola, homens gostosos, namorados e sobre o menino que ela era afim, na verdade louquinha até demais. Rsrs


Ai do nada um cara que estava sentado atrás de nós tocou no ombro da minha amiga, eu estava sentava na janela, o cara meio que colocou o rosto dele inteiro bem no meio do meu ombro esquerdo e no ombro direito da Raylene e fez essa exata e maravilhosa pergunta:


___ Oi, eu queria saber se eu estou ficando surdo? Porque vocês estão falando aí e eu não estou ouvindo nada!


Minha amiga Ray começou a rir, e fiquei na minha porque não tinha entendido nada do que o cara tinha falado e eu com cara de assustada me perguntando o que esse intrometido estava querendo fazer bem perto da nossa cara. E a Ray disse:


___ Não! E riu. É que nós estamos falando mudo.


Isso eu tinha entendido, mas nem me toquei na hora porque ela tinha falado isso.

Ai o cara se afastou com cara de desespero e disse:


___ Ah sim, é que eu achei que tava surdo...


E a coitada da minha amiga ficou rindo lá sozinha à toa e eu com cara de pateta perguntando o que ele tinha dito.


E ela me explico tudinho eu comecei a rir muito, e olhei pra trás pra ver o rosto dele e ele tava rindo também.


Bora rir gente?
ahuahuahauahuahuahuahauahuahuahauahuahuahauhauahuahauhauahuhauhauahuahuahauhauahuahauhauhauahuahauhauhuahauhauhauahauhauhauahuahuahauhauahuahuahauhauhau


Moral da História: o surdo de verdade é que não tava entendendo nada!




Minhas Amigas: Ray na primeira, eu no meio e a terceira é Xiba (essa não pode faltar aqui). Grandes Amigas.


Relendo o Post

Hoje eu reli o post “Vestibular é isso aê!


Admito que não gostei muito, mas já foi publicado, posso apagar mas não quero. Mas tudo bem!
Eu esqueci completamente de acrescentar coisas que considero interessante no meu ponto de vista.


Aí vai uma crítica boa e ruim.


Digamos que eu nunca me acostumei em fazer prova com acompanhante, eu acho desnecessário para mim, não sei para outros surdos, sejam oralizados ora sinalizados. O que mais que deixa um tanto com dor de cabeça, é o modo como os acompanhantes nos tratam, eles querem explicar a prova além da conta meio que querendo fazer a nossa prova.


Quando eu estava no primeiro período com 5 anos eu já sabia ler, tinhas meus erros gramaticais no mesmo nível que as crianças normais, e isso foi uma vitória para meus pais, mas a minha dificuldade, era a interpretação. Então quando passei no primeiro período minha mãe resolveu me matricular novamente no primeiro período, justamente para aperfeiçoar a minha capacidade de interpretação textual. Isso foi muito bom, reforcei mais ainda o meu português e aprendi a ler e a escrever melhor e enfim a interpretar melhor, porque segundo minha mãe, eu não sabia mesmo, eu viva perguntando o que era isso ou aquilo.


Devido ao meu bom desempenho nessa questão, eu consegui chegar a um bom nível de interpretação. E a maioria dos surdos, especialmente aqueles que não conseguiram ter um bom treinamento, seja pela falta de um fim financeiro e até mesmo pela falta do apoio familiar, apresentam certa dificuldade de interpretação textual, e muitas vezes não conhecem a gramática ao todo. Isso dificulta muito para desenvolver uma redação e até interpretar uma pergunta ou um texto de qualquer fim informativo e é ai que entram os acompanhantes em provas como vestibular e concursos públicos.


E como em toda minha vida, na escola e na universidade atualmente, eu não precisei de acompanhantes, meu desempenho sempre veio de mim mesmo, o que me irrita é que é obrigatório ter um acompanhante no seu lado senão você não pode fazer parte daquela porcentagem destinada aos portadores de deficiência, eu admito sem medo que gosto de fazer parte porque é mais fácil passar hauhauahuahuahauhauahuahua. Pelo mesmo a universidade exigiu isso de mim, vai saber né!!


Portanto o dever dos acompanhantes é explicar a eles, o que o texto pede e fala, o que infelizmente é errado, porque a maioria não sabe ler sabendo muito bem que eles  são capazes disso e os acompanhantes fazem com que eles não tenham a vontade de ler e estudar interpretação textual. Essa relação de dependência me incomoda um tanto no meu nervinho....


E o ruim disso tudo, aqui em Macapá alguns são assim, digo a maioria e não sei se fora do meu estado a situação é a mesma, eu sou surda oralizada e não preciso de acompanhantes e eles vem querer me explicar sem eu pedir e por educação eu deixo eles fazerem isso, fico com pena deles, que precisam conhecer mais sobre todos os tipos de surdos que existe nessa face da terra, que a necessidade de cada um é diferente. Eu quero muito que minha linda cidade um dia chegue a esse nível. E o pior, todos os acompanhantes começam a falar em Libras comigo e vocês imaginam como fica minha cara?? HÃ?? Hi?? O que?? É mesmo?? Não entendo nada! Ai eu falo toda sem graça: não sei libras hi....... Em vez de eles perguntarem: você faz o uso de libras ou leitura labial?


Eles são sim importantes para aqueles que precisam deles,  mas seria melhor sem aquela dependência  incalculável? Ensinar a todo surdo que ser independente é o único modo de sobreviver.
Obrigada!

26 janeiro 2010

Meus Medos...

Não sei vocês como surdos oralizados já passaram por isso, mas eu já!
A infância toda pra mim foi normal, eu sabia que era surda mas não sabia o quão surda era hauahuahua. Descobrir só mais tarde, sério mesmo, como era minha deficiência, nunca me assustei, achava também que todo mundo era surdo. Hehehehe

Eu comecei a reparar quando fui entrando na puberdade, como eu ainda não tinha aquela articulação de ser sincera com as pessoas a respeito da minha surdez, às vezes era por simples vergonha, mas eu apanhei muito pra parar de ser fresca com isso, o meu maior medo era: será que vou encontrar um namorado? Será que ele vai gostar de mim como sou? Eu já tive vergonha da minha voz e até de usar aparelho auditivo, porque me sentia um bicho de 10 cabeças onde todo mundo me olhava e isso me incomodava. Mas graças a minha irmã, que sempre me aconselhava que eu não posso ser assim de jeito nenhum que isso só vai me trazer problemas, e ela tinha toda a razão, hoje tenho uma mente e alma em paz com minha surdez hehehehe.

 O meu maior colapso como surda oralizada foi, quando eu tinha 14 anos, eu fiquei sabendo que tinha um programa para implante coclear, eu fiquei tão feliz e com muita expectativa em poder voltar a ouvir de novo. Fiquei sabendo pela internet, a sede ficava em São Paulo, se não me engano em Baurú, espero ter acertado esse nome huahauahua. Eu e a mamãe fomos atrás dos exames que eles pediam, audiometria e tomografia computadorizada da cóclea e mandamos para o endereço e tudo e ficamos uns 3 meses esperando a resposta.

E se passaram 3 meses...(mais suspense logo!rrsrsrsrs)...

Chegou uma carta para mim, e tava tão nervosa e no meu lado estava papai e a mamãe. Eu abrir a carta e li, não era nada bom, a carta pedia desculpas, dizia que eu não fui aceita devido ao estudo detalhado do exame, um dos motivos era que minha cóclea estava em perfeito estado sem anormalidade e por esse fato, não é recomendável o uso do IC. A primeira coisa que fiz foi chorar, a ficha realmente tinha caído pra mim, chorei desesperadamente e papai e mamãe me aconselhando que eu ia ficar bem...Mas que nada, entrei em depressão durante 3 anos, foi horrível, virei igual aquelas góticas e comecei a fazer um monte de poemas rrsrsrsrsrsrsrs. Mas falando sério, a minha depressão foi meio grave, pensei muita besteira, fiquei em depressão com 15 anos e melhorei mesmo de absoluto com 18 anos. Hoje tenho 22 anos, e meu aniversário (erro de ortografia aqui! nesse momento do arrumando rrsrs) é HOJE, dia 26 de janeiro. Hoje sou tão feliz senão nem tinha publicado esse Blog! Se vocês quiserem ler meus poemas, posso publicar!. Hoje vejo meus poemas como uma arte muito antiga.

Não vou dizer que foi fácil, toda criança, adolescente e adulto, vai passar por esse colapso de inexistência quando descobre que é surdo, que seu modo de comunicar é diferente, mas coloquem na cabeça que é só isso, porque afinal, nós sofremos, amamos, erramos, julgamos, brigamos, choramos, birramos, gritamos, como todo ser humano mais mortal da terra independente de seu tipo de deficiência ou simplesmente sem deficiência nenhuma, mas acima de tudo, temos que sempre superar, essa é a chave do aperfeiçoamento pessoal, superação cabe pra todo mundo e não só pra quem é surdo, cego, paralítico e por ai vai. Superação é a palavra que descreve a vida que nós vivemos.

Vestibular, é isso aêe!!

Depois que terminei o primeiro ano do ensino médio no Cedap, eu sair e fui pra outra escola chamada moderno, onde passei o segundo e terceiro ano.
Me dei bem também, mas já tava cansada de estudar hauhauhauhaua, eu não via a hora de entrar numa universidade. Depois que terminei fui fazer cursinho no Podium mas passava a maior parte dormindo lá rarararara, estava de saco cheio, sério gente, eu passei a vida estudando, sempre amei estudar, ler, escrever, o meu esforço constante em querer sempre me da bem nas matérias ajudou muito a ter o conhecimento bem fixado na memória.
Fiquei uns dois meses fazendo cursinho, e me lembro que fui fazer minha inscrição pro vestibular e lá pedia para relatar se você tinha uma deficiência, eu disse que sim, ai depois perguntava se eu precisava de acompanhamento, eu disse que não. Ai três dias antes da prova, no meu formulário de inscrição tava escrito que eu não tinha deficiência, eu fiquei com medo, te juro, porque seria mais fácil eu passar se eu fizesse parte daquele pequeno porcentos de vagas para deficientes hauhauahuahua, mas mesmo assim, como era tarde demais, não queria perder esse vestibular eu fui fazer sem mais nem menos.
 Fiz a prova objetiva na boa e fui pra casa, esperei um mês pra sair o resultado, aquela tensão toda da família,  o medo, a expectativa e não sei o que passava pela minha cabeça. PASSEIIIIIIII, fui classificada na primeira fase da universidade federal do Amapá!!
A segunda fase foi um horror, a prova tava cansativa e era prova discursiva e inclua redação. Pensa, eu tive que fazer com acompanhante nessa fez por causa do problema que deu na primeira fase, eles não colocaram como deficiente auditiva, mas é claro, tive que aproveitar a oportunidade de passar num é? Hauahuahauhua
A mulher que me acompanhava me irritou muito, não sei como ela trabalha com surdos, ela me tratava como uma coitadinha, ficava toda hora tentando me explicar tudinho na prova como se eu não soubesse de nada, fiquei muito p.. com essa mulher. E eu tive que me segurar com ela...mas até que segurei atééééé terminar a prova, como deixei minha redação pro final, eu já estava muito cansada, fiz tudo, ai ela disse que queria ler....Eu olhei pra ela com cara de... não sei o que. Ela leu e tudo e disse pra refazer porque estava fugindo do tema. Eu só fiz de pegar e refiz a redação desgraçada, mas ela ficava só de olho na minha redação e ela teimava em querer corrigir minha prova quase que querendo fazer a prova pra mim. Eu não entendia a dela, nunca me dei mal em redação, no Enem eu tirei 9.5 pontos e na escola só tirava nota boa, se a redação estava errada, melhor os caras lá da universidade corrigisse e não ela. Eu refiz tudinho e entreguei, ai falei assim: não sei porque você me trata assim, fica corrigindo como se tudo estivesse errado, eu não sou pateta assim, sei o que estou fazendo.
Sai de lá achando que nem ia passar nesse vestibular que fiquei desesperada, porque ela passou a impressão que toda minha redação estava errada. Mas daí, passei, eram 30 vagas e fiquei em 17º  lugar hauhauhauhauahua.

É! aqui em Macapá, os esducadores de surdos precisam muito melhorar, pra mim, ainda falta mais conhecimento, especialmente sobre a diversidade dentro da deficiência.


Escola pra lá escola pra cá!

Morei em Belém até 1995, e voltamos pra Macapá nesse mesmo ano, o motivo foi que minha mãe não tinha conseguindo um emprego fixo em Belém, então tivemos que voltar.

Depois de toda aquela confusão de mudanças, minha mãe resolveu procurar uma escola particular, ela foi numa escola chamada Santa Mônica, chegando lá, os funcionários de lá queriam que eu fizesse uma prova pra testar minha “capacidade”. Isso mesmo, eles foram um tanto, tanto idiotas, a ponto de pedir isso e acabei não sendo aceita. Porque eles reclamaram pra mamãe que eles não tinham professores para acompanhamento, minha mãe ficou olhando a cara de idiota deles e disse que eu não precisava que sabia me virar sozinha, mas eles não acreditaram. Fomos a várias escolas, e uma delas, particular disse que não tinha mais vagas. Minha mãe ficou muito triste que chegou a chorar.
Até que encontramos uma escola particular chamada de Cei, que hoje se chama Cedap, fui muito bem recebida pela diretora Conceição, onde eu e minha mãe a agradecemos muito, e minha mãe certifico que eu não traria problemas pra eles.
Lógico que nem dei problemas pra ela, sempre me dei bem, fui boa aluna, tirava notas boas, fiz muitos amigos e até hoje falo com eles.
Quando as professoras passavam ditado, eu ficava bem no lado de um colega e copiava do caderno dele o que não entendia, e até fazia toda a leitura labial e escrevia tudo no caderno hehehehe
Quando eu não entendia o que o professor dizia, às vezes eu nem chegava a perguntar, eu mesma ia atrás, ia a bibliotecas e começava a ler e aprendia tudinho. Mas sinceramente, sempre me senti parte dos amigos, da escola de todos. 

22 janeiro 2010

Façam o que eu Digo e Não o que eu Faço!




Essa frase acima descreve quem eu sou!

Quando somos surdos, temos nossos micos, e devemos levar isso na Boa! Que nem sempre eu levo!

Um exemplo que eu faço e não recomendo de jeito nenhum pra quem é Surdo, seja oralizado ora sinalizado.

  • Nunca Finja que você entendeu o que a outra pessoa te falou, peça, mesmo sendo chata, que a pessoa repita quantas vezes for para te falar até você entender, se você é surdo oralizado que nem eu que fala que nem um papagaio chato, e faz leitura labial, mande o fulano seja quem for, até um assaltante que ta pedindo pra você fazer algo naquele momento de tensão e desespero, pelo amor de Deus mande repetir várias vezes até você entender, porque é fato: não é todo mundo que vamos entender os lábios, a repetição leva a perfeição.
  •  
  • Nunca sinta vergonha da sua voz, a voz de um surdo oralizado é diferente, é como se nós fossemos estrangeiros. Eu quando criança morria de vergonha, hoje, meu amigo, to andando e mostrando a bunda.
  • Quando conversamos com alguém que acabamos de conhecer, essa pessoa, com certeza, vai te perguntar, se você é daqui ( se é brasileiro), nunca minta que não é, que é do Japão ou melhor da índia, mas sua mãe fugiu com um americano por isso que você é branca de cabelos loiros enrolados! Hã??

Eu já fiz isso, uma vez eu estava numa praça veio um vendendo de picolé e começou a conversar comigo, ele me perguntou se eu era daqui eu disse que não, que era de Portugal, ai prooonto:

O vendedor:
__ Você realmente parece ser de fora!

E eu me segurando pra não rir.

O vendedor:

__ Me conta como é lá em Portugal??

Eu fiquei pensando e fui inventando.

___ Lá é lindo, é uma cidade onde tem um monte de montanha!

O vendedor:

___ Deve ser lindo lá! E você o que faz aqui?

___ To passeando, vendo essa cidade linda de Macapá.

Ai ele foi embora pra minha sorte! Realmente eu me matei de tanto rir depois e fiquei pensando “coitado ele acredito..”

Não Façam Isso!!! É feio gente, que coisa! rrsrsrsrsrsrsrs

  • Nunca fiquei com raiva quando seu pai, sua mãe, amigo, tio, tia, falam pra você tentar acerta a pronúncia direito! Eles só querem o seu bem!

É isso aê, se eu lembrar de mais coisas referentes a este assunto contarei a vocês!

Achei Hilária essa foto, eu não suporto o flamengo, lógico, por isso coloquei! Essa foto foi copiada do site Ministério da Cultura sobre Vidas Paralelas. Mas olha a cara de felicidade do vendedor de picolé! :)

21 janeiro 2010

Quando Uma Abelhinha Me Morde.....


Pensando bem, notei que por aqui eu só coloco fatos da vida passada, o único fato presente que postei está no início do meu Blog. (Um Constrangimento me leva a minha Luz, sobre o meu estilo de vida como surda Oralizada)

Quando uma abelhinha me morde (fiquei tão feliz quando coloquei a abelhinha no fundo do Blog, com uma ajuda especial do Paulo Afonso, o “personalizador “ da foto ao lado direito, te juro gente, eu me matei tentando colocar esse fundo, acho que foi 24 horas tentando, eu estava quase desistindo até que veio uma Luz:

___ O Paulo!!! É mesmo ele sabe mexer nisso!

Então pedi pra mamãe ligar pra ele, e na mesma hora ele fala que estava no MSN que eu podia entrar e falar com ele e resolver o problemão! Mas olha que problemão! Minha coluna e meu pulso até agora (nesse exato momento) estão doendo, mas ta doendo!

Eu que passei 24 horas nisso e nada pro meu azar, e ele fez em questão de 5 minutos! Vê se pode uma criatura dessas tão, mas tão fera no que faz, terminar numa velocidade da luz???? E olham que falam por ai que editar HTML é a coisa mais fácil do mundo! Fácil? Fácil como, o quê, hã?? Meu filho! Porque então eu passei 24 horas nisso?!! (Sério gente! Não to mentindo, foram exatas 24 horas, desde ontem, dia 21 de Janeiro).

Ironicamente, eu sentia que nesse momento uma abelhinha tava me mordendo...mordendo meus nervos! Estava estressada com isso!!!

Então, metaforicamente falando, quando digo que uma abelhinha está me mordendo significa que: Alguém, alguma coisa ou algo ativou meu botão da raiva, estresse, teimosia, ignorância, arrogância e por ai vai!

Não esquecendo: Escolhi abelhas em homenagem ao meu curso de ciências biológicas, pois trabalho com insetos, especialmente @abelhas e @vespas!