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13 fevereiro 2010

Falando em Balé



É gente, aqui eu de novo em Pleno Carnaval, amo Carnaval, se eu pudesse eu dava um giro por Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Olinda e qualquer cidade de puro carnaval!

Como eu disse, amo dançar desde pequenina.

Mas minha paixão mesmo por dança começou quando eu tinha 11 anos.

Na minha escola Cei começava uma nova aula, e a aula era de dança de todo o tipo, e foi uma galera nessa onda, só meninas, é claro.

Minha professora se chamava de Lívia, era gente fina só, e começou a dar aula básica de balé pra gente e eu adorei, não faltava em nenhuma aula!!

Fui dançando e dançando e pegando o jeito e um dia a professora disse que tinha um teste para ganhar bolsa num estúdio de Balé da irmã dela que se chamava de Rose, e o nome do estúdio era Studio Rose.

Todas as minhas amigas se inscreveram e, inclusive eu, é claro. Não demorou muito para sermos chamadas para fazermos o teste. Passou um tempo e chegou a hora do teste e era assim: tínhamos que fazer os passos básicos do balé que aprendemos com a professora Lívia e tínhamos que dançar um pouco também.

Eu fiz lá a minha parte! Fui dançando o que tinha aprendido, fui dando uma enrolada lá pra agradar a coreógrafa Rose! RSRSRSRS

Nessa fez demoro pra sair o resultado! E era a professora Lívia que ficou responsável para a divulgação final! Adivinha? Eu entreiiii!! Eu e mais 3 amigas minhas!

Eu fiquei tão feliz, nem imagina, meu sonho era dançar Balé.

Eu me esforcei muito nesse estúdio, sempre fui chamada pra fazer parte das apresentações, no total eu já fiz várias, acho que mais de 20 apresentações, contando com as apresentações que a professora Lívia me chamava para fazer nas comemorações de datas especiais da Escola, foram tantas que perdi a conta.

De tanto que eu me esforçava no Studio Rose, eu fui logo aceita pra fazer parte da Companhia Principal do Balé, ou seja, aumentei de nível, pois já podia fazer o uso da sapatilha de Ponta e dançar com os melhores dançarinos do Studio Rose. Participei de duas apresentações de Balé Clássico chamado de Flocos de Neve e o Balé clássico famoso chamado Gisele, e participei de um balé contemporâneo bem organizado pela coreógrafa Rose chamada de a Lenda do Boto, essa dança foi uma tanto cansativa, nós ensaiávamos na lama do Rio Amazonas todos os dias! E nossa apresentação foi linda, aquela coreografia bem fogosa na lama! E fiz mais outras danças por ai, não to bem lembrada.

Eu era considera uma das melhores, vou dizer aqui o que me diziam na época: você tem um charme na dança, uma simpatia e facilidade de fazer um giro mesmo não escutando nada. Isso mesmo eu era a única bailarina surda no Studio e fui bem aceita graças a minha força de vontade em querer dançar e o fato de eu ter um problema no equilíbrio, mas eu fazia de tudo pra não perder o equilíbrio.

Na escola eu era conhecida como a bailarina, porque eu fazia todas as apresentações, e sempre participava do desfile de miss caipira e ganhava todos hushuhauhauha, inclusive, ganhei o último título de miss caipira simpatia na minha universidade huahauhua!

Eu coreografei na escola as minhas próprias danças, e escolhia minhas próprias músicas. O meu método era assim: eu colocava o som e sentia a vibração e começava a contar até começar a música, e depois ia pra área pra começar a dançar, então eu começava a dançar através da contagem que senti na vibração que a música tinha começado a tocar a fundo (vocês entenderam ? hauhauhua, to tentando explicar aqui!).

 Eu queria fazer a risca, queria dançar de acordo com a música mesmo não ouvindo as pausas e ritmos nitidamente, por isso o aparelho auditivo sempre me ajudou muito nisso, tinha alguns sons que eu conseguia escutar, mas eu tinha que ficar um tempão ouvindo atéee entender. Era difícil, porque eu repetia isso umas milésimas vezes até ficar perfeito tanto na dança e seguindo a música. Isso mesmo era dançar no silencio, porque era tudo contagem, voltava a sentir o som e contava quando tempo levava depois dançava contanto na cabeça, era mais ou menos assim.

 Minha irmã sempre me ajudou nisso, ela me dava um sinal quando a música começava, ai eu contava até a música começar a tocar a letra e ia contanto tudinho na cabeça até a música e a dança acabar.

Esse método eu só utilizava quando fazia apresentação individual, eu sempre quis dançar sozinha ahauhaua. Antes de entrar no palco, a professora Lívia sempre ficava atrás de mim pra me da um cutucão no momento que a música começava e o resto do trabalho era tudo comigo!!

Nas danças coletivas era mais fácil, porque ficar olhando os outros fazendo acaba ficando perfeito, e reparar no ritmo que o corpo se movimenta é como escutar a música.

Sabem aquelas pessoas que não tem muito jeito pra dançar, ficam dançando fora do ritmo? Pois éee, é um perigo pra mim, se eu tiver sem aparelho e nem sentir vibração alguma vou jurar que é daquele jeito que se dança hauhauhauhau!

É isso gente, dançar é vida e magia! Passei 4 anos no Studio mas eu larguei porque queria novos horizontes!



2 Comente!:

Raylene disse...

nossa, lembro dessa época. Saudadeeeeeeeeeeeeeeeee e isso só serve pra reforçar o qnto és única e especial!

arrasou de bailarinaa!

Paralelos do Cotidiano disse...

Muito criativo seu blog!

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