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27 janeiro 2010

Relendo o Post

Hoje eu reli o post “Vestibular é isso aê!


Admito que não gostei muito, mas já foi publicado, posso apagar mas não quero. Mas tudo bem!
Eu esqueci completamente de acrescentar coisas que considero interessante no meu ponto de vista.


Aí vai uma crítica boa e ruim.


Digamos que eu nunca me acostumei em fazer prova com acompanhante, eu acho desnecessário para mim, não sei para outros surdos, sejam oralizados ora sinalizados. O que mais que deixa um tanto com dor de cabeça, é o modo como os acompanhantes nos tratam, eles querem explicar a prova além da conta meio que querendo fazer a nossa prova.


Quando eu estava no primeiro período com 5 anos eu já sabia ler, tinhas meus erros gramaticais no mesmo nível que as crianças normais, e isso foi uma vitória para meus pais, mas a minha dificuldade, era a interpretação. Então quando passei no primeiro período minha mãe resolveu me matricular novamente no primeiro período, justamente para aperfeiçoar a minha capacidade de interpretação textual. Isso foi muito bom, reforcei mais ainda o meu português e aprendi a ler e a escrever melhor e enfim a interpretar melhor, porque segundo minha mãe, eu não sabia mesmo, eu viva perguntando o que era isso ou aquilo.


Devido ao meu bom desempenho nessa questão, eu consegui chegar a um bom nível de interpretação. E a maioria dos surdos, especialmente aqueles que não conseguiram ter um bom treinamento, seja pela falta de um fim financeiro e até mesmo pela falta do apoio familiar, apresentam certa dificuldade de interpretação textual, e muitas vezes não conhecem a gramática ao todo. Isso dificulta muito para desenvolver uma redação e até interpretar uma pergunta ou um texto de qualquer fim informativo e é ai que entram os acompanhantes em provas como vestibular e concursos públicos.


E como em toda minha vida, na escola e na universidade atualmente, eu não precisei de acompanhantes, meu desempenho sempre veio de mim mesmo, o que me irrita é que é obrigatório ter um acompanhante no seu lado senão você não pode fazer parte daquela porcentagem destinada aos portadores de deficiência, eu admito sem medo que gosto de fazer parte porque é mais fácil passar hauhauahuahuahauhauahuahua. Pelo mesmo a universidade exigiu isso de mim, vai saber né!!


Portanto o dever dos acompanhantes é explicar a eles, o que o texto pede e fala, o que infelizmente é errado, porque a maioria não sabe ler sabendo muito bem que eles  são capazes disso e os acompanhantes fazem com que eles não tenham a vontade de ler e estudar interpretação textual. Essa relação de dependência me incomoda um tanto no meu nervinho....


E o ruim disso tudo, aqui em Macapá alguns são assim, digo a maioria e não sei se fora do meu estado a situação é a mesma, eu sou surda oralizada e não preciso de acompanhantes e eles vem querer me explicar sem eu pedir e por educação eu deixo eles fazerem isso, fico com pena deles, que precisam conhecer mais sobre todos os tipos de surdos que existe nessa face da terra, que a necessidade de cada um é diferente. Eu quero muito que minha linda cidade um dia chegue a esse nível. E o pior, todos os acompanhantes começam a falar em Libras comigo e vocês imaginam como fica minha cara?? HÃ?? Hi?? O que?? É mesmo?? Não entendo nada! Ai eu falo toda sem graça: não sei libras hi....... Em vez de eles perguntarem: você faz o uso de libras ou leitura labial?


Eles são sim importantes para aqueles que precisam deles,  mas seria melhor sem aquela dependência  incalculável? Ensinar a todo surdo que ser independente é o único modo de sobreviver.
Obrigada!

2 Comente!:

Sandra Cajado disse...

Olá Gabi que fofo seu blog.adorei...
Depois passa lá no meu e se gostar me segue,prometo que sigo vc!
Um beijo,achei vc peo blogblogs!

Gabriela VA. disse...

Olá hj to maadrugando tb! hehehe Vou olhae seu Blog e te seguir já já!
Valeu ´por me achar! hehehe

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